Descrição

Diante da dificuldade de encontrar registros detalhados sobre cantoras negras brasileiras, especialmente aquelas que não pertencem aos principais eixos culturais, Luciana decidiu criar um documento que preservasse suas histórias e contribuições para a música brasileira. “Como o Brasil tem cuidado da memória e do legado das mulheres negras na música? A música, o canto e o repertório dessas cantoras são responsáveis por resgatar e difundir um Brasil quase esquecido”, reflete a autora.
O livro destaca tanto as pioneiras que abriram caminhos, preservaram memórias e fortaleceram os laços entre África e Brasil, quanto as artistas contemporâneas que continuam pavimentando o canto negro e feminino no país. Entre os nomes registrados, está Leci Brandão, uma das poucas mulheres a se destacar na ala de compositores da Mangueira, ao lado de outras grandes referências da composição feminina, como Dolores Duran e Dona Ivone Lara.
A obra também exalta aquelas que elevaram o canto feminino ao status de divino, como Elizeth Cardoso; as que romperam barreiras nos instrumentos musicais, como Cátia de França; e as que nos fazem girar ao som das águas, como Lia de Itamaracá. Além dessas figuras consagradas, o livro apresenta cantoras contemporâneas de diferentes regiões do Brasil, ampliando a visão sobre a diversidade e a força da música negra feminina no país. Entre os destaques da nova geração estão Liniker, Luedji Luna, Karol Conká, Letícia Fialho, Jaque Barroso, Isaar e Bia Ferreira.
Sobre a autora
Luciana Oliveira nasceu em Brasília em 1977. É cantora, compositora, Mestre em Fonoaudiologia pela PuC-SP  e graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Estudou canto popular e erudito na Escola de Música de Brasília e iniciou sua trajetória musical cantando na banda de reggae Mal de Família, e com o rapper brasiliense Gog. Em 2008 gravou seu primeiro álbum intitulado O verde do mar, trazendo referências afro-brasileiras. Em 2009 mudou-se para São Paulo, e atuou como backing vocal ao lado de artistas como Natiruts e Guilherme Arantes. Gravou seu segundo álbum Pura, em 2013, em Salvador (BA), contando com participação de Elza Soares e Mateus Aleluia. Em 2015 passou a fazer parte do Instituto Mpumalanga, atuando através do projeto Caravana das Artes como cantora, professora e curadora musical. Lançou seu terceiro álbum Deusa do Rio Níger em 2017. Em 2020 ingressou no programa de Mestrado em Fonoaudiologia na PUC-SP, realizando uma pesquisa sobre estéticas afro-diaspóricas no canto e na performance de cantoras negras brasileiras, concluída em 2022, que se desdobrou na idealização do Catálogo de Cantoras Negras Brasileiras.

Ficha Técnica
Autora: Luciana Oliveira
Edição: 1ª  
Formato: 23,5 x 23,5
Páginas:  200
Ano de Publicação: 2025
Encadernação: Brochura
ISBN:   978-65-88586-34-1 
Assunto: Música